a luz da lua vem do poste.

2009, 27 27UTC fUTCvUTCFri, 27 Nov 2009 01:30:33 +0000UTC30Fri, 27 Nov 2009 01:30:33 +00002009 por Joice Scavone.

Ela andava nas ruas

Só lhe restava fazer o que tinha que ser feito

Vestiu a mesma roupa – eles a olhavam com essa roupa.

Pensava em um estupro. Um estupro a transformaria em vítima, todos teriam pena dela. Pensava que não teria que tomar pílula do dia seguinte, para alguma coisa o DIU funcionava.

Saberiam que ela queria aquilo? Exame de corpo de delito. Todos acreditariam no exame de corpo de delito.

O mendigo com a garrafa de água – tinha cede.

Mudou de rua.

Obra no subterrâneo subsolo – eles trabalham – policiais. Lanchonete aberta.

Existe vida na noite – noite que foi tão dela.

Há muito ela se policia para não entrar na noite. A noite enlouquece.

Pediu informação. As pessoas bêbadas solícitas.

Rua cheia de pessoas adolescentes, da sua idade, saias brilhantes que chegam à cintura – parecem mais gordas.

O segurança informa, sem olhar nos olhos, ele não pode se entregar.

Esquina com cabeludos mijando, há muito não passava por isso. Solidão.

Eles a estuprariam? Não. E já era fácil demais. Entrou em um bar.

Garçons, caixa, gerente, cartão, produção.

Sentou-se em frente à televisão. Não trouxera dinheiro para uma cerveja.

Teve que contentar-se com CAPxCRU

Telefone dado. Não tinha como enrolar mais.

Voltou para a rua onde a luz da lua vem do poste.

Dois postos de gasolina.

Tenho que voltar mais vezes. É bom caminhar entre as baratas.

Aquela menina que queria ser cantora. Olha para o alto, aprendeu a cantar.

Com o diafragma. Alto – algo se mexe no breu. Os mendigos não gostaram da sua cantoria.

Roupas leves e esvoaçantes – Viva Cacilda Becker!

Luzes na esquina anterior.

Segundo posto. Olá garçom – que olha minha bunda.

Em casa sã e salva.

A presença ausente da internet. Onde todos sabem o que se faz, mas não lambem suas lágrimas.

Estou Aí

2009, 27 09UTC fUTCvUTCMon, 09 Nov 2009 12:09:58 +0000UTC09Mon, 09 Nov 2009 12:09:58 +00002009 por Joice Scavone.

Haroldo Barbosa, Adeus América:

Não posso mais, ai que saudade do Brasil
Ai que vontade que eu tenho de voltar
Adeus América, essa terra é muito boa
Mas não posso ficar porque
O samba mandou me chamar
O samba mandou me chamar

Eu digo adeus ao boogie woogie, ao woogie boogie
E ao swing também
Chega de rocks, fox-trotes e pinotes
Que isso não me convém
Eu vou voltar pra cuíca, bater na barrica
Tocar tamborim
Chega de lights e all rights, good nights e faufaits
Isso não dá mais pra mim
Eu quero um samba feito só pra mim

Joon-ho Bong

2009, 27 02UTC fUTCvUTCFri, 02 Oct 2009 02:24:36 +0000UTC24Fri, 02 Oct 2009 02:24:36 +00002009 por Joice Scavone.

Gás no coração.

2009, 27 24UTC fUTCvUTCThu, 24 Sep 2009 05:26:49 +0000UTC26Thu, 24 Sep 2009 05:26:49 +00002009 por Joice Scavone.

CERTA VEZ — e que linda vez que isso foi! — vinha uma

vaquinha pela estrada abaixo, fazendo muu! E essa vaquinha, que

vinha pela estrada abaixo fazendo muu!, encontrou um amor de menino chamado Pequerrucho Fuça-Fuça…”

Essa história contava-lhe o pai, com aquela cara cabeluda, a

olhá-lo por entre os óculos.

Quando se molha a cama, no começo fica quentinho; depois vai

esfriando. Sua mãe punha por cima um oleado. Que cheiro esquisito

que o oleado tinha.

O cheirinho de sua mãe era mais gostoso do que o cheiro de

seu pai.

Joyce.

despues de la monga

2009, 27 23UTC fUTCvUTCWed, 23 Sep 2009 00:50:13 +0000UTC50Wed, 23 Sep 2009 00:50:13 +00002009 por Joice Scavone.

La paura

el topo encerra mi noche y mostra mi camino

abajo de la tierra

EL TOPO

2009, 27 22UTC fUTCvUTCTue, 22 Sep 2009 01:30:18 +0000UTC30Tue, 22 Sep 2009 01:30:18 +00002009 por Joice Scavone.

Anju Xam OnIn

Saudade.

El corazon y la cabeça

                                              cambeia os de sitio.

Alejandro Jodorowski – 1970

Bad Lieutenant: Port of call New Orleans

2009, 27 19UTC fUTCvUTCSat, 19 Sep 2009 06:12:30 +0000UTC12Sat, 19 Sep 2009 06:12:30 +00002009 por Joice Scavone.

O ponto de vista de um crocodilo.

Depois de acreditar na atuação canastra de Nicholas Cage, com direito a porta abrir em câmera lenta e cheiradas freqüentes de cocaína: iguanas.

Werner Herzog – EUA, 2009 121 min.

É lindo!

2009, 27 03UTC fUTCvUTCThu, 03 Sep 2009 00:12:27 +0000UTC12Thu, 03 Sep 2009 00:12:27 +00002009 por Joice Scavone.

Hoje tudo mudou
Ontem amei você

O que você me dá
É lindo de morrer
É lindo!
Oh, oh, oh, yeah!

It’s very nice pra xuxu, baby
It’s very nice pra xuxu, baby
It’s very nice pra xuxu!

Provei do seu amor, uh
Eu sei, foi muito bom

O que você me dá
É lindo de morrer
É lindo!
Oh, oh, oh, yeah!

It’s very nice pra xuxu, baby
It’s very nice pra xuxu, baby
It’s very nice pra xuxu!

Hoje eu falo a sua língua
Eu era meio desligado
Eu não sou mais aquele
Palmas para mim!
Palmas para mim!
Minha menina!
Oh, oh, oh, yeah!

It’s very nice pra xuxu, baby
It’s very nice pra xuxu, baby
It’s very nice pra xuxu!

Horas de Verão

2009, 27 02UTC fUTCvUTCWed, 02 Sep 2009 05:27:09 +0000UTC27Wed, 02 Sep 2009 05:27:09 +00002009 por Joice Scavone.

Cheiro de merda. mais uma vez.

Tudo cheira a merda. em todo lugar.

Não há silêncio. Telefones, conversas, falas para todo lado que eu olho.

Diferentes dimensões. Eles falam na minha frente, atrás de mim.

do lado esquerdo, lado direito.

Tentei olhar, sentar. Apreciar.

Nem escuro. Nem o sono.

O momento em que ele chorou. O momento em que tudo ficou escuro.

Ele chorava em silêncio.

Eu me aproximei, mas eles continuavam a conversa na sala.

Continuavam a fazer parte de mim.

Oliver Assayas – L’Heure d’été – França, 2008 – 103 min

2009, 27 27UTC fUTCvUTCThu, 27 Aug 2009 16:06:07 +0000UTC06Thu, 27 Aug 2009 16:06:07 +00002009 por Joice Scavone.

O Ébrio